Luva usada pelo padre Pio para cobrir estigmas é guardada pela basílica da Penha no Recife

Luva de São Pio de Pietrelcina exposta na Basílica da Penha no Recife. | Crédito: Basílica da Penha.

O padre Pio tinha fama de santidade ainda em vida; sua vida foi marcada pelo amor à eucaristia e ao sacramento da confissão

Por Nathália Queiroz / ACI Digital

A Basílica Nossa Senhora da Penha no Recife (PE) é agora guardiã da luva de são Pio de Pietrelcina, que, segundo a basílica, é a maior relíquia do frade italiano no Brasil. A apresentação da relíquia aos fiéis acontece hoje (7) nas missas celebradas na basílica.

Padre Pio nasceu em Pietrelcina, Itália, em 25 de maio de 1887. Seu nome era Francisco Forgione e tomou o nome de frei Pio de Pietrelcina em honra a são Pio V, quando recebeu o hábito de franciscano capuchinho. Ele recebeu os estigmas de Cristo por 50 anos e usou essas luvas de lã para cobrir e proteger as chagas.

As luvas estavam em um convento na Irlanda, agora ficarão definitivamente na basílica da Penha que será a sua guardiã. Está exposta no presbitério, ao lado do altar e pode ser venerada pelos fiéis de terça a sexta-feira e aos domingos.

As relíquias são restos dos corpos dos santos ou objetos que eles usaram durante a sua vida. A veneração das relíquias faz parte da piedade popular. Rezar diante delas deve levar o fiel a louvar a ação de Deus na vida dos santos que se entregaram totalmente a Ele e levá-lo para mais perto de Deus.

“A figura do padre Pio nos inspira para buscar imitar as suas virtudes. Mas tem um significado para todo o povo de Deus”, disse o reitor da basílica, frei Abelardo José, ao site do G1.  “O Brasil tem uma devoção muito grande ao padre Pio”.

“Os dons e as graças que Deus concedeu a ele durante a vida são até hoje admirados e os cientistas estudaram e disseram que não temos como explicar com a ciência”, continuou.

O padre Pio tinha fama de santidade ainda em vida. Sua vida foi marcada pelo amor à eucaristia e ao sacramento da confissão. O corpo dele ficou incorrupto até anos depois da sua morte e foi enviado a Roma em fevereiro de 2016, como parte do programa do Jubileu da Misericórdia. Foi canonizado em 2002 pelo papa João Paulo II, que o conheceu quando ainda estava vivo.

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