12 de novembro de 2020

Vacina contra o coronavírus da Pfizer não utiliza células de fetos abortados

A vacina demonstrou ter mais de 90% de eficácia na prevenção à Covid-19

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In The Light Photography | Shutterstock

Zelda Caldwell – Aleteia

O anúncio de que a vacina contra o coronavírus da Pfizer tem mais de 90% de eficácia é um passo promissor na batalha contra a Covid-19.

Segundo os especialistas, ao contrário de outras vacinas contra o coronavírus em desenvolvimento, a vacina Pfizer não utiliza células fetais e não deve apresentar nenhum problema ético para os defensores pró-vida.

Vacina “Eticamente incontroversa”

Conforme Wesley Smith, da Life News, uma agência de notícias pró-vida, a nova vacina da Pfizer Inc. e BioNTech SE, foi criada sem o uso de células fetais. Além disso, o instituto pró-vida Charlotte Lozier, em uma comparação com algumas outras vacinas em desenvolvimento, considerou essa vacina “eticamente incontroversa”.

De fato, a vacina da Pfizer faz uso de uma tecnologia que não precisa usar nenhuma célula.

Como funciona a vacina da Pfizer?

Normalmente, desenvolve-se uma vacina colocando um vírus dentro das células. No entanto, a vacina contra o coronavírus da Pfizer seria a primeira vacina a utilizar a tecnologia de mRNA, que não requer nenhuma célula.

Em vez disso, o desenvolvimento da vacina ocorre em tubos de ensaio, usando produtos químicos (RNA) e uma enzima. De acordo com o Conselho Americano de Ciência e Saúde, isso cria moléculas de mRNA. Os pesquisadores, portanto, introduzem o material no corpo humano. A vacina, então, estimula as próprias células do indivíduo a produzirem a proteína que incentiva uma resposta imunológica do organismo.

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