7 de maio de 2020

Itália marca data para voltar a celebrar Missas com a presença de fiéis

Quanto à música, a Missa pode ser celebrada com um organista, mas não com um coral

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ACI Digital / Por Miguel Pérez Pichel – Foto: Daniel Ibáñez

A Igreja na Itália já possui um protocolo acordado com o governo italiano que permitirá retomar as Missas públicas com a presença de fiéis, suspensas como medida de proteção diante da pandemia de coronavírus, a partir de 18 de maio.

O protocolo estabelece uma série de condições de segurança para que as celebrações litúrgicas possam ser realizadas normalmente, reduzindo ao máximo os riscos de contágio da COVID-19.

O texto foi assinado na manhã desta quinta-feira, 7 de maio, no Palácio Chigi, sede do governo italiano, entre o presidente da Conferência Episcopal Italiana, Cardeal Gualtiero Bassetti, o presidente do Conselho de Ministros, Giuseppe Conte, e o ministro do Interior.

Inclui medidas que afetam o acesso aos locais de culto onde se celebrem Missas, a higiene dos espaços e dos objetos sagrados, as informações que os fiéis que participem da liturgia deverão ter e as medidas que os celebrantes deverão seguir.

Os templos deverão ter espaços reservados para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, as igrejas devem ter líquidos desinfetantes para as mãos na entrada

Entre as medidas incluídas no protocolo está a manutenção da distância de segurança de pelo menos um metro na lateral e na frente, assim como a obrigação de usar máscara para poder participar da Missa. O acesso às igrejas será regulado por uma equipe de voluntários, adequadamente protegidos com máscaras e luvas e identificados.

Naquelas paróquias que têm um grande fluxo de fiéis, será considerada a possibilidade de aumentar o número de Missas. Para garantir o acesso e a saída do templo em ordem e mantendo a distância, serão fixadas portas de entrada e portas de saída.

Não será permitido o acesso para pessoas com sintomas de resfriado ou temperatura corporal acima de 37,5ºC. Também não poderão entrar pessoas que testaram positivo para a COVID-19.

Os templos deverão ter espaços reservados para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, as igrejas devem ter líquidos desinfetantes para as mãos na entrada.

Ao finalizar a celebração, tanto o templo como a sacristia terão que passar por um processo de desinfecção e limpeza e uma correta ventilação do espaço sagrado. Isso também afeta objetos sagrados, microfones e outros objetos usados ​​durante a cerimônia, que devem ser desinfetados. Não haverá água benta.

Para respeitar a distância de segurança, a presença de concelebrantes será reduzida. Quanto à música, a Missa pode ser celebrada com um organista, mas não com um coral.

O rito da paz continuará sendo omitido. A comunhão será distribuída com luvas e máscara, evitando o contato com os fiéis. O protocolo também estabelece que não será permitida a distribuição de livros com material de apoio para o canto entre os fiéis.

Essas disposições também se aplicarão a outras celebrações, como batismos, matrimônios, unção dos enfermos ou funerais. Por sua vez, as Crismas serão adiadas.

A confissão deve ser feita em locais amplos e ventilados, onde se possa respeitar a distância de um metro. O sacerdote e o penitente deverão usar máscara durante a confissão.

Por fim, o protocolo assinala que, onde não for possível celebrar o culto dentro da igreja, porque o edifício não permite respeitar as medidas de prevenção e segurança, poderá ser estudada a possibilidade de celebrar no exterior do templo.

Da mesma forma, recorda-se que há uma dispensa do preceito festivo por razões de idade e saúde, e se continuará favorecendo a opção de acompanhar a Missa ao vivo através dos meios de comunicação.

De acordo com os dados mais recentes fornecidos pelo Ministério da Saúde italiano, correspondentes a quarta-feira, 6 de maio, nas últimas 24 horas foram registrados 1.444 novos diagnósticos positivos de COVID-19 e 369 mortes. Atualmente, na Itália, existem 91.528 infectados com coronavírus.

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Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

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