A Igreja

CONHECENDO A IGREJA DOS CAPUCHINHOS

A Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos, situada na Tijuca-RJ, foi inaugurada em 15 de agosto de 1931. Trazida da Igreja do Morro do Castelo, edificada em 1567, foi reconstruída por Salvador de Sá em 1583.Para o local foram transportados o que chamamos de “Relíquias Históricas da Cidade”: os restos mortais do fundador da cidade do Rio de Janeiro, Estácio de Sá, morto em 1567; o marco zero da cidade fundada em 1565, e a pequena imagem de São Sebastião de 1563.

Igreja de São Sebastião

Igreja de São Sebastião

Em 1842, a Igreja de São Sebastião do Castelo fora entregue aos cuidados dos frades capuchinhos. Essa igreja sobreviveu até 1922 quando foi demolida juntamente com o Morro do Castelo. Embora com isso o Rio de Janeiro tenha perdido uma das partes de sua história antiga, muitas coisasforam transferidas para a atual igreja da Tijuca.

A Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos foi elevada a paróquia em 9 de janeiro de 1947 pelo Cardeal Arcebispo Dom Jaime de Barros Câmara.No dia 8 de junho, instalou-se a nova paróquia de São Sebastião do Antigo Castelo tendo como primeiro pároco o Frei Jacinto de Palazzolo Ofmcap. Foi dada novamente aos capuchinhos a guardiania das “Relíquias Históricas da Cidade do Rio de Janeiro”.

HISTÓRIA

Dia 20 de Janeiro, celebramos a Festa de nosso querido padroeiro São Sebastião. Ele é uma figura heroica que morreu para não renegar a fé em Jesus Cristo. Soldado imperial de Narbona (Gália) ou de Milão, segundo Santo Ambrósio, sofreu o martírio em Roma, em testemunho de sua fé em Cristo, na época do Imperador Diocleciano. O culto popular ininterrupto a ele prestado mostra o lugar de sua sepultura no cemitério da antiga Via Ápia, nas catacumbas de São Sebastião. A liturgia de Roma sempre lhe reservou um lugar privilegiado. A iconografia retrata-o no martírio, crivado de flechas.

Pelas suas chagas, foi invocado como protetor dos empesteados. Em 1565, foi escolhido como padroeiro desta Cidade do Rio de Janeiro, por seu fundador, Estácio de Sá. São Sebastião é para nós um modelo de fé, coragem, constância e disponibilidade no serviço de Deus e da Igreja. Que ele proteja a Cidade, a Arquidiocese do Rio de Janeiro e a Nossa Paróquia, a ele dedica- das, defendendo-nos da violência, das epidemias, e alcançando-nos a graça da firmeza na fé.

São Sebastião viveu nos primeiros séculos do cristianismo. Prestou serviço militar em Milão, na Itália. Por sua fidelidade e valor, foi nomeado Capitão pelo Imperador Diocleciano. Na posição de chefe, aproveitava para melhor confortar os cristãos quando denunciados ou condenados à morte.
Diocleciano, identificando Sebastião como verdadeiro cristão, o detém e força-o a renegar sua fé. Sendo grande a sua estima por Sebastião, tudo fez, através de promessas, para que desistisse de sua fé cristã. De vontade inflexível, não voltou atraz, sendo destituído da função oficial, torturado, amarrado a uma árvore e alvejado com flechas.

Resistindo à tortura que lhe fora imposta, sobrevive e, cheio de coragem, manifesta ao imperador sua reprovação pela violência praticada contra inocentes como eram os cristãos. Essa atitude lhe custa a condenação à morte. Veio a falecer no ano 303, entre tormentos, pauladas e boladas de chumbo.

Na tradição bi-milenar da Igreja, o culto aos santos tem uma finalidade muito específica. Eles não são adorados porque o único merecedor de nossa adoração é Deus, na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Mas, como não aproveitar da experiência pessoal e comunitária de homens e mulheres (santos e santas) que de uma forma tão radical fizeram sua adesão a Jesus Cristo e a seu projeto de Reino, e que para isso muitos e muitas derramaram inocentemente seu próprio sangue? Seria jogar fora uma riqueza maior que o ouro e a prata: a riqueza da nossa fé. São Sebastião e todos os Santos, nossos irmãos intercessores, são para nós exemplos de seguimento e queremos imitá-los para estarmos mais próximos de Deus e de seus ensinamento.

Pensando atingir-nos em nossas DEVOÇÕES, um dos assuntos prediletos dos nossos irmãos evangélicos, “crentes”, é dizer que nós católicos adoramos imagens de santos, transgredindo assim, as leis de Deus. Vão sempre ao mesmo ponto: “não farás para ti esculturas nem figura nenhuma” (Êxodo 20,4). Porém se esquecem de ler o texto por completo, que acrescenta: “não te prostarás diante delas e não lhes prestarás culto ” ( Êxodo 20,5). E assim fica claro: são proibidos esculturas e imagens a serem usadas como ídolos. Fora este caso, o bom Deus apóia a arte e o sentimento. Logo adiante em Êxodo 25,17-20 o mesmo Deus manda fazer querubins de ouro, a serem colocados sobre a Arca! A seguir, em Êxodo 26,1 Deus ordena que “imagens” de querubins sejam bordadas nas cortinas do Tabernáculo. E enfim, em Êxodo 37,9 Beseleel (artesão dotado de habilidades pelo Senhor) entrega os dois querubins de ouro encomendados.

O Antigo Testamento nos traz inúmeras figuras. Uma da mais conhecidas está em Números 21,4-9, a serpente de bronze usada por Moisés. Estes são alguns exemplos de como as imagens e esculturas podem e devem ser usadas na evangelização. Por isso, não é verdade o que dizem por aí. A Igreja católica nunca fez das esculturas e imagens, ídolos para adoração. Somente Deus é digno de adoração. As imagens têm a importante função de nos lembrar os exemplos deixados pelos santos e de nos levar até Deus. ( Texto fora de contexto vira pretexto). São Sebastião, por sua fidelidade a Jesus Cristo é exemplo de vida para nós, cristãos de hoje.

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