Em função da escalada do Coronavírus no país, a Arquidiocese do Rio de Janeiro determinou que as missas devem continuar a ser celebradas, porém sem a participação do público. O decreto assinala que se redobre o empenho no sentido de divulgá-las nos meios de comunicação disponíveis em cada paróquia.

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21 de março de 2020

Coronavírus: Frades Capuchinhos suspendem as missas públicas

Celebrações serão internas com transmissões pelos canais de comunicação da Basílica

capa siteEmilton Rocha / Pascom

No dia de ontem, 20 de março, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, por meio de seu arcebispo metropolitano, Cardeal Orani João Tempesta, emitiu nota oficial estabelecendo que, além de suas determinações anteriores, adaptadas às novas circunstâncias, as missas devem continuar a ser celebradas diariamente, porém sem a participação do público. Solicita ainda que se redobre o empenho no sentido de divulgá-las nos meios de comunicação disponíveis em cada paróquia, como também a leitura orante da Bíblia – lectio divina –, o Rosário, Orações e Adoração ao Santíssimo Sacramento, para serem acompanhadas pelo povo em suas residências.

A decisão vai ao encontro da recomendação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, para o imediato fechamento das igrejas e imediata suspensão das atividades presenciais para os fiéis enquanto durar o estado de emergência na saúde pública do Rio de Janeiro por motivo do novo Coronavírus (COVID-19).

O texto da recomendação considera, além do estado de emergência na saúde pública, as medidas restritivas estabelecidas no Decreto Estadual nº 46.973, de 14 de março de 2020: o impedimento de aglomerações e isolamento social; o risco de colapso no sistema de saúde público e privado; a situação de transmissão comunitária do vírus em que se encontra a Cidade do Rio de Janeiro; e o deslocamento que a realização de atividades religiosas implica. Além disso, considera os decretos do Cardeal de 14.03.2020 e 16.03.2020 e o Tema da Campanha da Fraternidade de 2020.

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