A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou algumas orientações para a Semana Santa 2021, no contexto da pandemia de Covid-19, que incluem, entre outras coisas, a não realização de procissões e do rito de lava-pés. As orientações foram estabelecidas levando em consideração o documento que foi publicado por esta comissão em maio de 2020 e a nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicada no dia 17 de fevereiro deste ano.

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17 de março de 2021

CNBB sugere Semana Santa sem procissões e lava-pés

Quanto à Missa da Ceia do Senhor, na noite da Quinta-feira Santa, solicita que “seja omitido o Rito do Lava-pés”

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Por ACI Digital

A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou algumas orientações para a Semana Santa 2021, no contexto da pandemia de Covid-19, que incluem, entre outras coisas, a não realização de procissões e do rito de lava-pés.

“Novamente esta Semana Maior, a Semana Santa, será celebrada no contexto da pandemia  da Covid-19, que desde o ano passado nos obrigou a elaborar e adotar normas e  práticas de segurança sanitárias que buscassem garantir a defesa e a conservação da vida de nossos fiéis, pelo cuidado com a não disseminação do vírus em nossas celebrações litúrgicas. Essas exigências sanitárias interferem de maneira extraordinária no modo de bem celebrarmos esses sagrados dias”, afirma o documento assinado por Dom Edmar Peron, presidente da Comissão para a Liturgia.

As orientações foram estabelecidas levando em consideração o documento que foi publicado por esta comissão em maio de 2020 e a nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicada no dia 17 de fevereiro deste ano.

Entre as orientações, o documento afirma que as procissões, “previstas sempre em nossas programações da Semana Santa, devem, contudo, ser evitadas, visando a não aglomeração de fiéis e, consequentemente, não possibilitando possíveis riscos à saúde pública”.

Assim, para o Domingo de Ramos, recomenda que “seja utilizada a segunda forma prevista pelo Missal Romano, dentro das igrejas, respeitando-se as orientações sanitárias e o percentual de capacidade do número de participantes”. Além disso, pedem que os fiéis levem seus próprios ramos de casa.

Para a Missa do Crisma, a orientação é para que “seja celebrada, a juízo do bispo diocesano, na medida do possível, com uma representação de ‘pastores, ministros e fiéis’, na quinta-feira santa pela manhã ou em outro dia, preferencialmente ainda dentro do Tempo Pascal”.

Quanto à Missa da Ceia do Senhor, na noite da Quinta-feira Santa, solicita que “seja omitido o Rito do Lava-pés” e reforça que este “não deve ser substituído por nenhuma outra iniciativa, ideia ou representação que possa ferir o valor simbólico-sacramental deste gesto ritual”.

Além disso, indica que ao final da Missa da Ceia do Senhor seja omitida também a transladação do Santíssimo Sacramento, “que deve ser conservado no tabernáculo como de costume”.

Na celebração da Sexta-feira Santa, recomenda que “seja utilizada a genuflexão simples ou outro gesto apropriado” para a Adoração da Santa Cruz, a fim de evitar “a utilização do beijo ou qualquer contato físico”.

Neste dia, também sugere uma oração para “intenção particular” a ser inserida “na Oração Universal, como número X, antes de se rezar ‘Por todos os que sofrem provações’”.

Em relação à Vigília Pascal, indica que na celebração da Luz “pode-se, no local da celebração, acender o Círio Pascal e, imediatamente, as velas das pessoas que puderem participar presencialmente”. Já na Liturgia da Palavra, sugere “a proclamação do número reduzido dos textos bíblicos para se evitar o prolongamento da celebração”.

Por fim, recorda a Nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, ao afirmar que “concebidas para tempos normais, as normas e diretrizes contidas nos livros litúrgicos não são inteiramente aplicáveis em tempos excepcionais de crise como estes. Portanto, o Bispo, como moderador da vida litúrgica na sua Igreja, é chamado a tomar decisões prudentes para que as celebrações litúrgicas se desenvolvam frutuosamente para o Povo de Deus e para o bem das almas que lhe são confiadas”.

●Para conferir a íntegra das orientações da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, acesse AQUI.

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