14 de outubro de 2019

Círio de Nazaré reúne multidão pelas ruas da Tijuca, no Rio

A tradicional procissão que é realizada em Belém do Pará também faz parte do calendário religioso da cidade devido ao grande número de paraenses moradores do Rio

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Apesar do forte calor, devotos de Nossa Senhora de Nazaré encheram as ruas da Tijuca. / Foto: Angela Zolhof

Por Emilton Rocha / Pascom

Depois do tríduo que teve início no dia 10 de outubro, da apresentação do manto, da procissão luminosa e do show cultural realizado no sábado, aconteceu neste domingo (13) o ponto alto do Círio de Nazaré: a grande procissão que saiu às 10h da Basílica de São Sebastião, seguindo a linda berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. O cortejo levou às ruas um número incalculável de pessoas – a maior procissão de todos os anos, segundo observadores – com um único objetivo: celebrar a fé e agradecer à Rainha da Amazônia.

Apesar do forte calor, crianças, jovens e idosos resistiram à caminhada de cerca de dois quilômetros, percorrendo as ruas Haddock Lobo, Barão de Ubá, Dr. Satamini e Afonso Pena. Quando a procissão retornou à Basílica, quase duas horas após, entoando cânticos de Nossa Senhora, o Cardeal Orani João Tempesta presidiu Missa Solene em honra a Nossa Senhora de Nazaré.

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Antes da procissão, fiéis fotografam a imagem na berlinda. / Foto: Alerrandro Teófilo

Em agosto, quando a imagem peregrina da Virgem de Nazaré veio ao Rio pela 11ª vez, trajetória anual de iniciativa do Cardeal Orani, foi ovacionada na Basílica, onde o Arcebispo presidiu Missa Solene, já como preparação para a grande festa do segundo domingo de outubro, dia do Círio de Nazaré.

A tradicional procissão que é realizada em Belém do Pará também faz parte do calendário religioso da cidade devido ao grande número de paraenses moradores do Rio. Como a dona de casa Antonia Maria Feitosa, de 62 anos, que saiu com toda a família de Caxias para prestar homenagens à santa de sua devoção.

— Tivemos uma graça alcançada na família e vim para agradecer. Minha enteada de 20 anos ficou curada de uma doença que a mantinha com remédios tarja preta. Roguei com muita fé e fui atendida. Hoje ela está uma moça saudável — recordou ela, emocionada.

A professora de um curso noturno, nas imediações da Praça Saens Pena, de 32 anos, chegou cedo à Rua Haddock Lobo com o marido José Claudio Bonfim, para tentar segurar a corda durante a procissão:

— Nós paraenses já nascemos devotos de Nossa Senhora de Nazaré. Vir participar dos festejos é uma forma de matar a saudade da nossa terra e mostrar a nossa dedicação e fé — disse ela, que mora no Rio há 15 anos.

Apesar da maioria que participar da procissão ser paraense, muitos cariocas católicos que adotaram Nossa Senhora de Nazaré no coração também participaram do cortejo.

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