29 de maio de 2018

Círio 2018: Cartaz da Festividade foi apresentado aos devotos

Com o tema “Uma jovem chamada Maria, o Círio está na sua 226ª edição e, no Rio, acontece no dia 14 de outubro na Basílica

WhatsApp-Image-2018-05-26-at-18.59.42-2Um dos principais símbolos da Festividade do Círio de Nazaré foi exibido aos fiéis na noite de sábado, 26, em Belém: o Cartaz 2018. A apresentação da peça foi feita na Praça Santuário, e contou com a presença de autoridades civis e eclesiásticas além do público de devotos que lotaram o espaço.

Durante a apresentação, o Reitor da Basílica Santuário de Nazaré e Presidente da Diretoria do Círio, Padre Luiz Carlos Nunes Gonçalves, ressaltou a importância da peça de evangelização: “O cartaz alusivo a 226ª edição do Círio de Nazaré que este ano traz como tema: ‘Uma jovem chamada Maria’, apresenta-se mais uma vez como importante ícone representativo da grande festa que homenageia a Rainha da Amazônia. O cartaz é também um meio de evangelização, seguindo o preceito principal do Círio como momento especial de levar a Palavra de Deus aos irmãos”, comentou.

No Rio, a Festividade do Círio de Nazaré acontece no mês de outubro, ocasião em que milhares de fiéis, em sua grande maioria oriundos do Norte e Nordeste do país, radicados na região Sudeste, se deslocam até o Santuário Basílica de São Sebastião (Capuchinhos) para as homenagens a Nossa Senhora. A grande festa da Virgem de Nazaré foi trazida ao Rio pelo Cardeal Orani João Tempesta, que por quatro anos foi arcebispo de Belém do Pará.

Cartaz do Círio 2018

O cartaz alusivo a 226ª edição do Círio de Nazaré que este ano traz como tema: “Uma jovem chamada Maria”, apresenta-se mais uma vez como importante ícone representativo da grande festa que homenageia a Rainha da Amazônia. O cartaz é também um meio de evangelização, seguindo o preceito principal do Círio como momento especial de levar a Palavra de Deus aos irmãos. Os elementos que compõem a peça foram pensados de forma a traduzir por meio da linguagem visual as mensagens propostas, tendo tradicionalmente a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré como destaque principal, uma forma de demonstrar a realeza da Mãe de Jesus, motivo pelo qual a festa acontece desde 1793.

As ondas:

As ondas marrons que aparecem no rodapé da peça representam as águas dos nossos rios, que identificam nossa origem, proporcionando vida e movimento. Os rios representam, ainda, o caminho por onde passa a cortejo de fé, na Romaria Fluvial.

WhatsApp-Image-2018-05-26-at-18.59.42A água é fonte de vida. O Brasil tem 12% da reserva de água doce do mundo e mais de 70% dessa reserva hídrica se encontra na Amazônia. Eis então a responsabilidade que temos em preservar esse bem natural insubstituível para o ser humano! Um dom de Deus a nós confiado. O cuidado com o meio ambiente é dever e responsabilidade de todo cristão e faz parte da sua missão.

As borboletas:

Presentes nas laterais do Cartaz, sinalizam a transformação de Maria jovem em Maria mulher, mãe. A Virgem Maria era uma moça judia, que esperava com todo o coração a redenção do seu povo. Mas naquele coração de jovem filha de Israel havia um segredo que ela mesma ainda não conhecia: o desígnio do amor de Deus estava destinada a tornar-se a Mãe do Redentor. Na Anunciação, o Mensageiro de Deus chama-a “cheia de graça” e lhe revela este projeto. Maria responde “sim” e daquele momento a fé de Maria recebe uma luz nova: concentra-se em Jesus, o Filho de Deus que dela se fez carne e no qual se cumprem as promessas de toda a história da Salvação.

O lírio é Maria:

No hino mais cantado e mais emocionante em homenagem a Virgem de Nazaré, dizemos: “Vós sois o lírio mimoso, do mais suave perfume…”. Maria é reconhecida como “O Lírio Branco da Trindade”, pois participou mais do que ninguém das virtudes divinas, as quais jamais manchou com menor resquício de pecado. Em uma aparição, particular Nossa Senhora revelou-se na forma de um magnifico lírio de grande brancura. A folha erguida representava a onipotência do Pai e as duas inclinadas significavam a sabedoria do Filho e a bondade do Espírito Santo, virtudes as que a Santíssima Virgem possui em grau eminente.

As rosas:

As rosas ao redor da Imagem Peregrina representam todos nós que em torno dela vivemos e com ela nos unimos. Maria é a Mãe da Igreja! Em torno dela nos reunimos como filhos. “Como na família humana, a igreja-família é gerada ao redor de uma mãe, que confere a ‘alma’ e ternura a convivência familiar” (Documento de Aparecida, 268). Maria nos ensina um jeito de sermos comunidade. Ela nos congrega e aponta para o seu Filho: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Uma comunidade cristã será sempre uma comunidade que celebra a Eucaristia, portanto, uma comunidade Eucarística e Mariana.

Silhueta da Catedral:

A silhueta estilizada da Catedral de Belém (em amarelo) lembra o encontro de Maria com seus fiéis. “Maria nos ensina a estar sempre unidos a Jesus! Ela sempre foi uma mulher comum no meio de seu povo: rezava, trabalhava, ia à sinagoga. Porém, todas as suas ações eram realizadas sempre em união perfeita com Jesus e com a vontade do Pai” (Papa Francisco).

Maria é imagem e modelo da Igreja, como ensina o Documento do Concílio do Vaticano II que diz “Como Santo Ambrósio ensinava, a Mãe de Deus é a figura da Igreja na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo”. (Lumen Gentium/Luz dos Povos)

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Emilton Rocha, com informações da ASCOM Basílica Santuário de Nazaré.

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