Neste dia 1º de janeiro, sexta-feira, seguindo as orientações das Autoridades Sanitárias e da Arquidiocese do Rio de Janeiro, devido à pandemia de covid-19 e considerando o risco de aglomeração de pessoas nas dependências do Santuário, em vez de 15 missas com o Santuário lotado em todas, serão apenas cinco celebrações não presenciais (7h, 9h, 12h, 15h e 18h), mas com transmissão ao vivo pelas redes sociais (Facebook e Youtube). As bênçãos, tradição desde o Morro do Castelo, serão dadas pelos frades na calçada, através das grades dos portões da frente do Santuário, das 6h às 19h.

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29 de dezembro de 2020

Bênçãos dos Capuchinhos são dadas na calçada em frente ao Santuário

Para evitar aglomerações, as bênçãos acontecerão das 6h às 19h em frente à igreja e as cinco missas do dia serão celebradas sem a presença de fiéis

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Este ano as bênçãos serão dadas fora do Santuário, na calçada em frente, para evitar aglomerações. / Foto: Arquivo Pascom

 Emilton Rocha / Pascom

Todos os anos, logo após o Natal e as festas de Ano Novo, o carioca tem na primeira sexta-feira do ano um dia inteiro para receber a tradicional bênção dos capuchinhos. Nesta época, em tempos normais, são celebradas cerca de 15 missas num único dia para atender as milhares de pessoas que se deslocam de todos os cantos da capital e de outras cidades do Estado do Rio de Janeiro para assistirem uma das missas e em seguida a bênção. A bênção dos frades capuchinhos é hoje patrimônio cultural carioca, assim como a procissão da festa de São Sebastião, realizada no dia 20 de janeiro.

Neste dia 1º de janeiro, sexta-feira, seguindo as orientações das Autoridades Sanitárias e da Arquidiocese do Rio de Janeiro, devido à pandemia de covid-19 e considerando o risco de aglomeração de pessoas nas dependências do Santuário, em vez de 15 missas com o Santuário lotado em todas, serão apenas cinco celebrações não presenciais (7h, 9h, 12h, 15h e 18h), mas com transmissão ao vivo pelas redes sociais (Facebook e Youtube). As bênçãos, tradição desde o Morro do Castelo, serão dadas pelos frades na calçada, através das grades dos portões da frente do Santuário, das 6h às 19h. Segundo o reitor e pároco, Frei Jorge de Oliveira, os portões de entrada na igreja não serão abertos.

A bênção dos capuchinhos, tradição desde 1886

Segundo a história, a romaria em busca da bênçãos dos capuchinhos teve início em 1886. Naquela época, Frei Fidélis de Ávola, um fervoroso devoto de Nossa Senhora de Lourdes, curado de uma grave enfermidade com água benta, mandou construir uma gruta dedicada à santa, ao lado da então Igreja de São Sebastião, localizada no Morro do Castelo, um dos marcos da fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A partir de então, os freis franciscanos capuchinhos passaram a dar a benção sempre na primeira sexta-feira de cada mês.

Com o passar dos anos, o número de fiéis foi aumentando juntamente com a crença de se começar bem o novo ano abençoado por Deus, com essa benção especial na primeira sexta-feira de janeiro. Ainda de acordo a história, a partir da transferência da Igreja do Morro do Castelo para a Rua Haddock Lobo, 266, na Tijuca, em 1931, a bênção passou a ser dada no atual Santuário Basílica Menor de São Sebastião.

Oração de São Sebastião

Nesta data, ao recordar o glorioso mártir, trazemos a oração de São Sebastião:

“Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão, hoje vimos pedir a vossa intercessão junto ao trono do Senhor Jesus, nosso Salvador, por Quem destes a vida. Vós que vivestes a fé e perseverastes até o fim, pedi a Jesus por nós para que sejamos testemunhas do amor de Deus. Vós que esperastes com firmeza nas palavras de Jesus, pedi-Lhe por nós, para que aumente a nossa esperança na ressurreição. Vós que vivestes a caridade para com os irmãos, pedi a Jesus para que aumente o nosso amor para com todos. Enfim, glorioso mártir São Sebastião, protegei-nos contra a peste, a fome e a guerra; defendei as nossas plantações e os nossos rebanhos, que são dons de Deus para o nosso bem e para o bem de todos. E defendei-nos do pecado, que é o maior de todos os males. Assim seja.”

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