16 de setembro de 2019

Basílica de São Sebastião apresenta os novos MESC

“O MESC deve ter uma boa formação doutrinária, pois pode também realizar a celebração da palavra, orientar as pessoas a quem leva a Eucaristia” – Felipe Aquino, da TV Canção Nova

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A partir da esquerda: Manoel Antonio Tavares (coordenador MESC), Hilda da Silva J. Souza, Maria das G. Irene dos Santos, José Pinto do Espírito Santo, Frei Arles Dias de Jesus, Cristiane Tremmel P. Medeiros e Evandro Freitas Medeiros.

Emilton Rocha / Pascom *

Neste domingo, dia de Nossa Senhora das Dores, durante a Santa Missa das 11h30, o reitor do Santuário Basílica de São Sebastião, Frei Arles Dias de Jesus, apresentou à comunidade os novos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão (MESC). São eles: Cristiane Tremel Pinto Medeiros, Edna Correia da Silva Luciano de Oliveira (não pôde comparecer à investidura por motivo de viagem), Evandro Freitas Medeiros, Hilda da Silva José de Souza, José Pinto do Espírito Santo e Maria das Graças Irene dos Santos.

O ministro extraordinário da sagrada comunhão é, na Igreja Católica, um leigo a quem é dada permissão, de forma temporária ou permanente, de distribuir a comunhão nas missas, aos doentes nas casas, idosos ou outras pessoas que momentaneamente não podem ir à missa. É uma satisfação para todos receber os novos integrantes do ‘Exército de Cristo’, que além de levar a comunhão e conforto aos doentes e necessitados, ajudarão no serviço do altar e eventualmente poderão celebrar as exéquias – cerimônias ou honras fúnebres nos cemitérios.

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Frei Arles abençoa as carteirinhas de identificação dos ministros

Após o Concílio do Vaticano II (1962-65), o Papa Paulo VI autorizou a instituição dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (MESC), fiéis leigos cuja missão é facilitar aos celebrantes a distribuição da S. Comunhão em igrejas, capelas, hospitais, aos doentes nas casas e outros lugares, desde que o sacerdote não possa fazer isso. A Santa Sé alerta, porém, que o exercício desse ministério deve conservar o seu caráter supletivo e extraordinário, não dispensando os Ministros Ordinários (Bispos, presbíteros, diáconos) de fazer a sua parte.

Os novos ministros da Basílica foram escolhidos e indicados pelo reitor, Frei Arles, após de uma rigorosa seleção. Foram submetidos a um curso no Vicariato Norte durante 10 sábados, com aulas teóricas e práticas, pois atuar no ministério é um serviço muito nobre e muito exigente, daí a preparação tão longa. Agora, porém, eles estão prontos para assumir as novas tarefas na comunidade.

O MESC é considerado o braço direito do sacerdote e sua principal missão é levar a comunhão aos doentes em suas casas e hospitais, assim como compor as escalas de serviço do altar e ajudar também, no caso da Basílica, nas solenidades e festas do padroeiro (São Sebastião), nas primeiras sextas-feiras do ano (bênção dos capuchinhos), festa de Nossa Senhora de Nazaré, etc.

Por outro lado, diz o professor Felipe Aquino, da TV Canção Nova, “o MESC, como um agente da Igreja, precisa conhecer a doutrina católica de maneira ampla”. “O nosso povo católico é carente do conhecimento dessa doutrina, e por isso é levado para outras comunidades eclesiais e seitas que não se coadunam com a fé católica”. “O MESC que vai às casas, precisa dessa formação para levar a verdade da Igreja ao povo. Para isso é fundamental que ele estude o Catecismo da Igreja, que é um manual completo da doutrina católica; como disse João Paulo II é ‘o texto de referência, seguro e autêntico para o ensino da doutrina católica’”.

Felipe Aquinho diz também que “este ministério sagrado deve ser exercido por leigos que tenham uma vida cristã autêntica, sejam maduros na fé, e possam servir a Igreja”. Além disso –continua –, “o MESC deve ter uma boa formação doutrinária, pois pode também realizar a celebração da palavra, orientar as pessoas a quem leva a Eucaristia, etc. Ele deve ensinar e viver o que a Igreja ensina, especialmente em relação à Eucaristia e as condições para recebê-la dignamente. Isto exige do Ministro que ele conheça a doutrina da Igreja, especialmente a fundamentação dogmática, moral e sacramental”.

* Com informações de Manoel Antonio Tavares

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