A confusão é feita, muito provavelmente, pelo desconhecimento de que os domingos e as solenidades, diferentemente dos demais dias, começam após a hora nona do dia anterior, ou Primeiras Vésperas. Quer dizer que, canônica e liturgicamente, sábado à tarde (pelas 16h) já é domingo!

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8 de julho de 2021

A Missa de sábado substitui a Missa dominical de preceito?

A resposta se baseia no fato de que os domingos e as solenidades, liturgicamente, começam após a hora nona do dia anterior

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Por Aleteia / Foto: Antoine Mekary / Godong

A Missa de sábado substitui a Missa dominical de preceito? Esta é uma indagação frequente entre muitos fiéis e quem respondeu a ela, mediante um comentário em sua rede social, foi o pe. Wellington José de Castro, da arquidiocese de Campo Grande.

Eis a explicação oferecida pelo sacerdote:

“Não é raro alguém me perguntar: ‘Padre, a Missa de sábado já vale pelo domingo?’, querendo saber, obviamente, se já se cumpre o preceito dominical (sim, é um preceito canônico!) participando do Santo Sacrifício no sábado à tardinha/à noite.

A confusão é feita, muito provavelmente, pelo desconhecimento de que os domingos e as solenidades, diferentemente dos demais dias, começam após a hora nona do dia anterior, ou Primeiras Vésperas. Quer dizer que, canônica e liturgicamente, sábado à tarde (pelas 16h) já é domingo! Por exemplo: 3 de julho de 2021, sábado, é a festa do apóstolo São Tomé, mas o formulário a ser utilizado nas celebrações da noite desse sábado já será o do domingo (no caso, o XIV do tempo comum)”.

A Missa de sábado substitui a Missa dominical de preceito?

O sacerdote prossegue citando o Magistério da Igreja:

“Assim nos garante a carta apostólica Dies Domini, do Papa João Paulo II, de 1998:

‘Uma vez que a participação na Missa é uma obrigação dos fiéis, a não ser que tenham um impedimento grave, impõe-se aos Pastores o relativo dever de oferecer a todos a possibilidade efetiva de satisfazer o preceito. Nesta linha, se colocam certas disposições do direito eclesiástico, como, por exemplo, a faculdade que o sacerdote, após autorização prévia do Bispo diocesano, tem de celebrar mais de uma Missa ao Domingo e dias festivos, a instituição das Missas vespertinas, e ainda a indicação de que o tempo útil para o cumprimento do preceito começa já na tarde de sábado em coincidência com as primeiras Vésperas do domingo. Do ponto de vista litúrgico, o dia festivo tem efetivamente início com as referidas Vésperas. Consequentemente, a liturgia da Missa, designada às vezes «pré-festiva», mas que realmente é «festiva» para todos os efeitos, é a do domingo, tendo o celebrante a obrigação de fazer a homilia e de rezar com os fiéis a oração universal’ (49).

Sendo a Eucaristia o verdadeiro coração do domingo, compreende-se por que razão, desde os primeiros séculos, os Pastores não cessaram de recordar aos seus fiéis a necessidade de participarem na assembleia litúrgica. Mas claro que só isso não basta para ‘santificar’ o domingo, embora a participação litúrgica seja essencial:

‘Na verdade — ainda segundo o documento —, o dia do Senhor é bem vivido se todo ele estiver marcado pela lembrança agradecida e efetiva das obras de Deus. Ora, isto obriga cada um dos discípulos de Cristo a conferir, também aos outros momentos do dia passados fora do contexto litúrgico — vida de família, relações sociais, horas de diversão —, um estilo tal que ajude a fazer transparecer a paz e a alegria do Ressuscitado no tecido ordinário da vida. Por exemplo, o encontro mais tranquilo dos pais e dos filhos pode dar ocasião não só para se abrirem à escuta recíproca, mas também para viverem juntos algum momento de formação e de maior recolhimento’ (52).

Portanto, é de suma importância que cada fiel se convença de que não pode viver a sua fé, na plena participação da vida da comunidade cristã, sem tomar parte regularmente na assembleia eucarística dominical”.

Afinal, quais são os dias de preceito na Igreja Católica?

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Nos dias de preceito, é obrigatória para todo fiel católico a participação na Santa Missa

O calendário litúrgico da Igreja Católica é válido para todos os países, mas as Conferências Episcopais de cada país podem mover algumas datas de acordo com a realidade local, a fim de facilitar o cumprimento dos dias de preceito, também chamados de dias santos de guarda.

Nos dias de preceito, é obrigatória para todo fiel católico a participação na Santa Missa.

E quais são os dias de preceito na Igreja?

1 – Todos os domingos do ano são dias de preceito.

2 – Várias datas de preceito na Igreja já caem normalmente em domingos, como o Domingo de Ramos, o Domingo de Páscoa, o Domingo de Pentecostes, o Domingo da Santíssima Trindade.

3 – Os dias de preceito que podem não cair em domingo são os seguintes dez:

  • A Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, em 1º de janeiro;
  • A Epifania do Senhor, em 5 de janeiro;
  • São José, em 19 de março;
  • A Ascensão de Jesus ao Céu, na quinta-feira da 6ª semana da Páscoa;
  • Corpus Christi, na quinta-feira após a oitava de Pentecostes;
  • São Pedro e São Paulo, em 29 de junho;
  • A Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto;
  • Todos os Santos, em 1º de novembro;
  • A Imaculada Conceição de Nossa Senhora, no dia 8 de dezembro;
  • O Natal, em 25 de dezembro.

Mas fique atento: conforme já dito, mesmo algumas das celebrações sujeitas a cair em dias da semana podem ser movidas para o domingo seguinte, conforme as orientações específicas da Conferência Episcopal de cada país.

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