6 de abril de 2021

O que se deve saber sobre a oração Regina Coeli

Assim como o Ângelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia, ao nascer do sol, ao meio-dia e ao entardecer, como forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria

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Por ACI Digital

Neste artigo você encontrará todos os dados que deve saber sobre o Regina Coeli ou Rainha do Céu, antífona mariana centrada no mistério da Encarnação que substitui a oração do Ângelus do Domingo de Páscoa até o Domingo de Pentecostes.

A seguir, os dados sobre a oração Regina Coeli. Uma contribuição do National Catholic Register.

1. É uma das quatro antífonas marianas utilizadas pela Igreja durante o ano litúrgico

Além do Regina Coeli, a Igreja Católica recita Alma Redemptoris Mater, a partir das primeiras vésperas do Primeiro Domingo do Advento até a Festa da Purificação, em 2 de fevereiro. Também se recita a Ave, Regina Caelorum (Salve, Rainha dos Céus) a partir da Purificação até a quarta-feira da Semana Santa. Finalmente, a Salve Regina é a antífona durante o tempo comum, de Pentecostes até o começo do Advento.

2. Não se sabe quem é o autor, mas existe uma lenda sobre sua origem

A autoria do Regina Coeli é desconhecida, mas há uma história na coleção de hagiografias Legenda Áurea sobre São Gregório Magno (Papa de 590 a 604 d.C.) que dá uma explicação.

Diz-se que quando este Papa presidia uma procissão com orações à Virgem Maria com o fim de acabar com uma praga em Roma, ouviu vozes angelicais cantando os três primeiros versos do Regina Coeli e acrescentou a linha “Ora pro nobis Deum. Aleluya”. De acordo com a lenda, essas orações funcionaram e a praga terminou.

Esta composição litúrgica data oficialmente do século XII. Sabe-se que foi repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das Completas (Liturgia das Horas) na primeira metade do século seguinte.

São Gregório Magno, responsável pela reforma liturgica que fixou o repertório musical usado nas missas e no ofício divino, é tradicionalmente retratado com uma pomba, símbolo do Espírito Santo, perto de seu ouvido. A tradição popular diz que o Espírito Santo inspirou-lhe as músicas que ele, na verdade, ordenou ao longo do ano litúrgico. Por causa dele é que o canto oficial da Igreja é chamado de Canto Gregoriano.

3. Reza-se três vezes ao dia

Assim como o Ângelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia, ao nascer do sol, ao meio-dia e ao entardecer, como forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria.

4. Faz parte do repertório litúrgico e musical da Igreja há séculos

Há adaptações da antífona Regina Coeli ao longo dos séculos, tanto no tom simples quanto no tom solene do canto gregoriano.

O compositor Tomás Luis de Victoria estabeleceu esta antífona em uma versão polifônica para oito vozes com as quais a alegria da Ressurreição reverbera com o Aleluia, enquanto a configuração de três vozes do compositor inglês William Byrd é mais reflexiva.

Por sua vez, o compositor alemão da Baviera Gregor Aichinger acrescentou uma introdução e uma conclusão de órgão à sua versão da antífona.

Wolfgang Amadeus Mozart compôs as versões em suas peças catalogadas como K. 108, K. 127 e K. 276, compostas em 1771, 1772 e 1779, respectivamente, para a Catedral de Salzburgo. O desenvolvimento orquestral, o uso de solistas e o coro tornam suas composições mais complexas. O compositor romântico alemão Johannes Brahms musicou Regina Caeli para solistas e coros femininos.

5. Repete várias vezes o “Aleluia” e acrescenta uma oração final

Como exemplo, pode-se ver a primeira estrofe: “Rainha dos céus, alegrai-vos, aleluia”; e depois na resposta dos fiéis: “Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!”

A oração final é a seguinte: “Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém”.

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