Rio de Janeiro acolhe, de 11 a 14 de agosto, o 14º Círio de Nazaré: ‘Maria, Mãe e Mestra’

Missa no Santuário Basílica de São Sebastião (Capuchinhos), na Tijuca, será celebrada na sexta-feira, 12, às 8h

Carlos Moioli*

De 11 a 14 de agosto, a Arquidiocese do Rio de Janeiro acolherá a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, a Rainha da Amazônia, que neste ano tem como tema: “Maria, Mãe e Mestra”. É o 14º Círio de Nazaré na Cidade Maravilhosa, iniciado em 2009, ano do início do ministério do Cardeal Orani João Tempesta à frente da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

“A presença da imagem de Nossa Senhora de Nazaré entre nós, cariocas, desperta o entusiasmo dos que aqui residem. Será um momento importante para trabalhar a preocupação com a fraternidade, a paz e o bem em nossa região. O Círio de Nazaré desperta o bem e o belo no coração das pessoas, fazendo um apelo para que a paz que brota de Maria nos ensine a viver a harmonia, combatendo a violência e todas as suas expressões”, disse Dom Orani.

A programação deste ano é um pouco mais extensa, começa na quinta-feira, dia 11 de agosto. Além dos locais habituais, relacionados com a devoção nazarena, a imagem peregrina estará também presente em eventos arquidiocesanos realizados durante a visita. Desta maneira, mais pessoas poderão ter a oportunidade de ver, contemplar e rezar diante do ícone do povo paraense, que no segundo domingo do mês de outubro arrasta multidões no Círio de Nazaré, em Belém do Pará.

“Com Maria, a Virgem de Nazaré que abraça o Seu Filho, o Cristo Redentor, queremos consagrar a nossa arquidiocese e a cidade do Rio de Janeiro, porque quem ‘a Maria pede pelo Filho será atendido!’. Peçamos à pequena imagem da Virgem de Nazaré que interceda ao seu Filho Jesus pela paz em nossa grande cidade”, acrescentou o arcebispo.

Devoção

A devoção a Nossa Senhora de Nazaré teve início em Portugal. A imagem da Virgem pertencia ao Mosteiro de Caulina, na Espanha, e teria saído da cidade de Nazaré, em Israel, no ano de 361. Em decorrência de uma batalha, a imagem foi levada para Portugal, onde, por muito tempo, ficou escondida no Pico de São Bartolomeu. Só em 1119, a imagem foi encontrada. A notícia se espalhou e muita gente começou a venerar a santa.

No Pará, foi o caboclo Plácido José de Souza quem encontrou, em 1700, às margens do igarapé Murutucu (onde hoje se encontra a basílica santuário), uma pequena imagem da Senhora de Nazaré. Após o achado, Plácido teria levado a imagem para a sua choupana e, no outro dia, ela não estaria mais lá. Correu ao local do encontro e lá estava a “santinha”. O fato teria se repetido várias vezes. No local do achado, Plácido construiu uma pequena capela.

O primeiro Círio de Nazaré, em Belém, foi realizado no dia 8 de setembro de 1793. No início, não havia data fixa para o Círio, que poderia ocorrer nos meses de setembro, outubro ou novembro. Mas, a partir de 1901, por determinação de Dom Francisco do Rêgo Maia, a procissão passou a ser realizada sempre no segundo domingo de outubro. Tradicionalmente, a imagem é levada da Catedral de Belém à basílica santuário.

Círio

E o que é o Círio de Nazaré? A etimologia da palavra ‘Círio’ tem origem na palavra latina ‘cereus’ (de cera), que significa vela grande de cera. O Círio, celebrado em Belém do Pará há mais de dois séculos, é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, sempre no segundo domingo de outubro, mais de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do estado. É um grandioso espetáculo em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

Na procissão do Círio de Nazaré, iniciada no dia 8 de setembro de 1793, a berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré é seguida por romeiros de Belém, do interior do estado, de várias regiões do país e até do exterior. Em todo o trajeto os fiéis fazem manifestações de fé, enfeitam ruas e casas em homenagem a Virgem Maria. Além da procissão de domingo, o Círio agrega 11 procissões e outras manifestações de devoção, peregrinações e romarias que ocorrem na quadra nazarena.

Programação

Quinta-feira, 11 de agosto

7h10 – Chegada da imagem no Galeão

7h30 – Recepção e oração na Base Aérea do Galeão

8h30 – Visita à Capela Nossa Senhora de Nazaré, na Cacuia

11h – Visita à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, no Centro

13h20 – Saída para Paquetá – Estação das Barcas, na Praça XV

14h20 – Carreata em Paquetá

15h45 – Missa na Capela São Roque, em Paquetá

Sexta-feira, 12 de agosto

8h – Missa na Basílica Santuário de São Sebastião, na Tijuca

10h – Visita ao Educandário Nossa Senhora de Nazaré, no Rio Comprido

11h30 – Catedral de São Sebastião, no Centro

14h15 – Congresso Cor in Rio, na Casa São Francisco de Sales, em Riachuelo.

16h – Visita à Capela Nossa Senhora de Nazaré, no Camorim

19h – Círio e missa na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, em Acari

Sábado, 13 de agosto

9h – Missa no Fórum Diaconal, na Paróquia Nossa Senhora das Dores, no Rio Comprido

11h30 – Missa na Paróquia da Ressurreição, em Copacabana (com os coroinhas)

14h30 – Visita ao Centro de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão

15h45 – Congresso Cor in Rio, na Casa São Francisco de Sales, no Riachuelo

16h30 – Visita à Paróquia Jesus de Nazaré, na Maré

19h – Missa e Vigília na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, em Anchieta

Domingo, 14 de agosto

9h – Missa na Paróquia São Paulo Apóstolo, em Copacabana

11h – Missa na Paróquia Nossa Senhora da Esperança, em Botafogo

*Publicado na edição 1277 do jornal Testemunho de Fé

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