Ao ocultar as imagens, os fiéis são convidados a refletir mais profundamente sobre o mistério da Paixão e Morte de Jesus Cristo
Pascom Capuchinhos
Durante o período da Quaresma, muitas igrejas seguem a tradição de cobrir imagens religiosas e crucifixos com tecidos roxos ou violetas. Esta prática simboliza um tempo de reflexão e penitência, um convite para os fiéis se concentrarem mais profundamente no mistério da Paixão de Cristo e na preparação espiritual para a celebração da Páscoa. Ao cobrir as imagens, a igreja busca ajudar os fiéis a desviar a atenção dos ornamentos visuais e se voltarem para a introspecção e oração. Além disso, a remoção do véu durante a celebração da Páscoa torna-se um momento de revelação e alegria, simbolizando a luz da ressurreição de Cristo que dissipa as trevas.
Essa tradição serve como um lembrete visual do período de penitência e reflexão, incentivando os fiéis a enfocarem o mistério da Paixão de Cristo sem distrações. A cor roxa simboliza a penitência e a preparação espiritual, e a remoção das imagens cria uma atmosfera de expectativa que culmina na celebração da Páscoa, quando as imagens são reveladas novamente, simbolizando a alegria da ressurreição.
O ato de cobrir as imagens nas igrejas tem um profundo significado espiritual e simbólico. Este gesto, que se intensifica especialmente nas duas semanas finais da Quaresma, conhecidas como Tempo da Paixão, busca criar um ambiente de contemplação e penitência. Ao ocultar as imagens, os fiéis são convidados a refletir mais profundamente sobre o mistério da Paixão e Morte de Jesus Cristo, concentrando-se na essência da fé, sem as distrações visuais habituais.
Este período de reflexão culmina na Semana Santa, quando os véus são removidos, simbolizando a revelação e celebração da ressurreição de Cristo na Páscoa. Assim, a prática de velar as imagens ajuda a preparar espiritualmente os fiéis, intensificando a expectativa e a alegria do tempo pascal que se aproxima.