O Santuário Basílica de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, assim como toda a Igreja, está celebrando a maior festa da religião cristã: a Semana Santa, que começou no Domingo de Ramos, dia 14. Esta é a principal celebração do ano litúrgico cristão e também a mais antiga e mais importante. Cada dia da comemoração faz referência a um acontecimento: o domingo de ramos refere-se à entrada do Rei, o Messias, na cidade de Jerusalém, para comemorar a páscoa judaica. Na segunda-feira seguinte foi o dia em que Maria ungiu Cristo; na terça-feira foi o dia em que a figueira foi amaldiçoada; a quarta-feira é conhecida como o dia das trevas; a quinta-feira foi a última ceia com seus apóstolos, mais conhecida como Sêder de Pessach. A sexta-feira foi o dia do seu sofrimento, sua crucificação. Sábado é conhecido como o dia da oração e do jejum, onde os cristãos choram pela morte de Jesus.

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7 de abril de 2019

Aqui, toda a programação dos Capuchinhos para a Semana Santa

Domingo de Ramos abre a Semana Santa com  a Procissão de Ramos que sai da Praça Afonso Pena até Basílica de São Sebastião

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O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa (Foto: Arquivo Pascom)

Por Emilton Rocha*

O Santuário Basílica de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, assim como toda a Igreja, estará celebrando a maior festa da religião cristã: a Semana Santa, que começa no Domingo de Ramos, dia 14. Esta é a principal celebração do ano litúrgico cristão e também a mais antiga e mais importante. O Domingo de Ramos é o dia em que a Igreja abre solenemente a Semana Santa. A concentração para a Procissão de Ramos começa às 7h30, na Praça Afonso Pena, Tijuca, onde será realizada a bênção dos ramos. Em seguida, o cortejo seguirá em direção à Basílica onde os fiéis participarão de Missa Solene. [Veja a programação completa no final da matéria]

A Semana Santa

A Semana Santa é a ocasião em que é celebrada a paixão de Cristo, sua morte e ressurreição. Jesus Cristo não aceitava o tipo de vida que seu povo levava, o governo cobrando altos impostos, riquezas extremas para uns e miséria para outros. Ao chegar a Jerusalém, foi aclamado pela população como sendo o Messias, o Rei, mas os romanos não acreditavam que ele era filho de Deus, duvidavam dos seus sábios ensinamentos, de sua missão para salvar a humanidade, então passaram a persegui-lo.

Jesus tinha conhecimento de tudo que iria passar, da peregrinação que o levaria à morte. Convidou, então, doze homens a quem chamou de discípulos, para levar seus ensinamentos às pessoas. Porém, Judas Escariotes, um desses apóstolos, também duvidou que Ele era um enviado de Deus, entregando-lhe para os romanos, que o capturaram.

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Fiéis durante a exposição das venerandas imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores, após a chegada da procissão na Sexta-Feira da Paixão. (Foto: Arquivo Pascom)

Em seguida, fizeram Jesus passar pela via sacra, amarrado à sua cruz, carregando-a por um longo trecho, sendo torturado, levando chibatadas dos soldados, sendo caçoado covardemente até sofrer a crucificação e a morte.

Em 325 d.C, o Concílio de Niceia, presidido pelo Imperador Constantino e organizado pelo Papa Silvestre I, fabricou e consolidou a doutrina da Igreja Católica, como a escolha dos livros sagrados e as datas religiosas. Ficou decidido também que a Semana Santa seria comemorada por uma semana (do domingo de ramos ao domingo de Páscoa). Há relatos de festas em homenagem aos últimos dias de Cristo, pouco tempo depois de sua morte. Porém comemoravam dois dias apenas (sábado de aleluia e domingo da ressurreição). Nesse Concílio também foi adotado o Catolicismo como religião oficial do Império Romano.

Cada dia da comemoração faz referência a um acontecimento: o domingo de ramos refere-se à entrada do Rei, o Messias, na cidade de Jerusalém, para comemorar a páscoa judaica. Na segunda-feira seguinte foi o dia em que Maria ungiu Cristo; na terça-feira foi o dia em que a figueira foi amaldiçoada; a quarta-feira é conhecida como o dia das trevas; a quinta-feira foi a última ceia com seus apóstolos, mais conhecida como Sêder de Pessach. A sexta-feira foi o dia do seu sofrimento, sua crucificação. Sábado é conhecido como o dia da oração e do jejum, onde os cristãos choram pela morte de Jesus. E, finalmente, o domingo de páscoa, o dia em que ressuscitou e encheu a humanidade de esperança de vida eterna.

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA – DE 14 A 21 DE ABRIL

13/04 (Sábado)

13h - JDJ Diocesana – Concentração

17h – Missa das Crianças com bênção dos ramos

14/04 – DOMINGO DE RAMOS

Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel”

7h – Santa Missa na Basílica

7h30 – Concentração na Praça Afonso Pena, Tijuca, para a Procissão de Ramos. Após a bênção dos ramos, a procissão seguirá até a Basílica de São Sebastião, onde será celebrada Missa Solene. Em todas as missas desse domingo será realizada a bênção dos ramos.

9h – Bênção dos Ramos e Santa Missa na Capela São José – Turano

11h30 – Santa Missa na Basílica

18h – Santa Missa na Basílica

19h30 – Santa Missa na Basílica

16/04 – TERÇA-FEIRA SANTA

“Ele se entregou não com temor, mas com alegria”

7h – Santa Missa na Basílica

9h – Santa Missa na Basílica

18h – Santa Missa na Basílica

19h30 – Terço da Misericórdia – Terço dos Homens

17/04 – QUARTA-FEIRA SANTA

“Jesus foi levado como Cordeiro e morto como ovelha”

19h30 – Via-Sacra na Praça Afonso Pena – Participação de todas as paróquias da Forania

Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com o Domingo da Ressurreição.

18/04 – QUINTA-FEIRA SANTA

“Salve! Verdadeiro Corpo nascido de Maria Virgem”

9h – Santa Missa do Crisma e Bênção dos Santos Óleos na Catedral Metropolitana

20h – Santa Missa da Ceia do Senhor e do Lava-pés, desnudação do Altar, translado do Santíssimo para a Capela da Adoração

19/04 – SEXTA-FEIRA SANTA

“Jesus, vós sofrestes para nos santificar”

15h – Solene Ação Litúrgica: Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração do Senhor na Cruz e Comunhão. Procissão com as Venerandas Imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores. Em seguida, exposição das Venerandas Imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores.

20/04 – SÁBADO SANTO

“Te glorificamos ó nosso Rei, Jesus, e honramos o teu sepulcro”

19h – Bênção do Fogo Novo no pátio da Basílica. Solene Vigília Pascal

21/04 – DOMINGO DA RESSURREIÇÃO (PÁSCOA)

“Eu sou a Páscoa da salvação”

7h – Santa Missa

8h30 – Santa Missa

9h – Santa Missa na Capela São José – Turano

11h30 – Santa Missa

18h – Santa Missa

19h30 – Santa Missa

Que a Ressurreição de Jesus nos faça esperar no inesperado. Nele podemos continuar a esperar, a crer e a viver o tempo novo da Alegria e da Graça. Feliz Páscoa!”

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* Com informações de Jussara de Barros, graduada em Pedagogia

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