11 de fevereiro de 2019

Na Semana Mariana, Capuchinhos comemoram 90 anos da Congregação

Palestras, missa festiva e exposição de atividades e missões integram a programação de 5 dias; veja a programação complete no final da matéria

IMG_0043 (Copy)

Marli Marques da Silva, presidente da associação: programação de cinco dias para comemorar a data.

Por Emilton Rocha / Pascom

A Congregação Mariana dos Capuchinhos comemora este mês 90 anos e está convidando todas as pastorais para participarem da programação que acontece de 13 a 17 de fevereiro [veja a programação no final desta matéria].

Segundo Marli Marques da Silva, presidente da associação no Santuário Basílica de São Sebastião, para comemorar o jubileu foi elaborada uma programação que tem como destaques palestras, a reza do Terço, lançamento do livro de formação mariana “Ofício da Imaculada Conceição”, de autoria de Ernani Rebelo Fernandes, já falecido, uma Missa Festiva no dia do encerramento e uma confraternização. Ainda nesse dia será realizada uma exposição das atividades e missões: “Na caminhada de Maria, em tudo amar e servir”, com os congregados marianos, o grupo dos jovens e os marianinhos.

As congregações marianas

As Congregações Marianas tiveram início em 1563, quando o jesuíta Pe. Jean Leunis começou, entre os alunos do Colégio Romano, em Roma, um sodalício (grupo) cujos membros se distinguiam por uma vida cristã e mariana fervorosa e pela prática de diversas formas de apostolado.

No Brasil, as Congregações Marianas existiram no período colonial, sobretudo nos Colégios da Companhia de Jesus e praticamente desapareceram com a expulsão dos jesuítas, em 1759. Em 1870, foi fundada novamente uma Congregação Mariana, agregada à Prima Primária, em Itu, Estado de São Paulo, e, a partir de então, tiveram elas notável crescimento em todo o País, quer em Paróquias ou em outros ambientes. Em 1927, iniciou-se o movimento federativo com a primeira Federação Estadual, no estado de São Paulo.

Os Congregados Marianos do Brasil podem ser reconhecidos nas reuniões ou celebrações da Igreja pela fita que pende do pescoço da cor azul (cor litúrgica da Virgem Maria), em cuja extremidade está uma medalha prateada com a imagem do Nosso Senhor Jesus Cristo de um lado, de outro a da Mãe Santíssima, a Virgem Maria

Em 1937, criou-se a Confederação Nacional com sede no Rio de Janeiro. Foi o Brasil, nesta época, o líder, em todo o mundo, no número e crescimento de Congregações e Congregados. A mudança, em nível mundial, acontecida em 1967, não deixou de afetar a vida das Congregações Marianas no Brasil. Em 1970, em reunião nacional realizada em Juiz de Fora, Minas Gerais, foram por elas aceitos os Princípios Gerais, mas decidiu-se manter-se o nome tradicional de Congregação Mariana, aproveitando a liberdade concedida pela Federação Mundial das Comunidades de Vida Cristã, na Assembleia Mundial de 1967.

Em maio de 1988, o Conselho Mundial das Comunidades de Vida Cristã, mantendo o reconhecimento das Congregações Marianas no Brasil, admitiu também a representação, naquele Conselho, das primeiras Comunidades de Vida Cristã que, como tais, já começavam a existir no País. Criou-se assim, uma dupla presença do Brasil naquele Conselho Mundial, através de associações que funcionam completamente independentes uma da outra. Tal situação levou as Congregações Marianas do Brasil, na sua Assembleia Nacional realizada em novembro de 1991, em Aparecida, estado de São Paulo, a aprovar um novo Estatuto da Confederação Nacional, no qual há uma referência explícita a uma Regra de Vida a ser elaborada, a qual, substituindo em âmbito de Brasil, os Princípios Gerais e as Normas Gerais, fizesse das Congregações Marianas do Brasil uma associação religiosa de leigos, autônoma, com a marca característica da devoção mariana, como sempre foram e continuaram sendo no Brasil. Esta decisão teve aprovação do Assistente Eclesiástico Nacional das Congregações Marianas, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Eugênio Sales.

Congregados Marianos do Brasil

Os Congregados Marianos do Brasil podem ser reconhecidos nas reuniões ou celebrações da Igreja pela fita que pende do pescoço da cor azul (cor litúrgica da Virgem Maria), em cuja extremidade está uma medalha prateada com a imagem do Nosso Senhor Jesus Cristo de um lado, de outro a da Mãe Santíssima, a Virgem Maria.

Enquanto as Congregações Marianas se espalhavam rapidamente pelo mundo, sobretudo nos Colégios da Companhia de Jesus, a Congregação Mariana do Colégio Romano foi erigida canonicamente, em 1584, pela Bula “Omnipotentis Dei” do Papa Gregório XIII, com o título de “Prima Primaria” (a primeira). A ela passaram a ser agregadas até 1967, as diversas Congregações de todas as partes do mundo, as quais podiam participar dos mesmos benefícios espirituais que lhe haviam sido concedidos pela Sé Apostólica.

Em sua longa história, as Congregações Marianas, como verdadeiras “escolas vivas de piedade e vida cristã operante” deram, até o presente, à Igreja, pelo menos 62 santos canonizados e 46 beatos, 22 fundadores de Institutos Religiosos, mártires, missionários e leigos de vida cristã exemplar. De 1567 até agora, entre os 31 Papas que ocuparam a Cátedra de São Pedro, 23 eram Congregados Marianos, inclusive o Papa João Paulo II que, aos 14 anos, foi membro-fundador de uma Congregação Mariana, em sua cidade natal.

A programação pelos 90 anos da Congregação Mariana dos Capuchinhos

13/02 – Quarta-feira – Das 19h30 às 21h: Palestra “A humanidade de Maria” – Irmão Emanuel (Arca de Maria)

14/02 – Quinta-feira – Das 19h30 às 21h: Palestra “Nossa Senhora de Lourdes” – Eduardo Lopes Caridade

15/02 – Sexta-feira – Das 19h30 às 21h: “Congregação Mariana” – José Valentin

16/02 – Sábado – Às 15h: Terço no Salão Frei Nemésio

17/02 – Domingo – Às 8h30: Missa festiva. E das 9h30 às 12h, confraternização e exposição das atividades e missões.

clear