22 de setembro de 2018

Capuchinhos celebram a Ordenação Presbiteral do diácono Frei Renato Moreira

A cerimônia será realizada no sábado, 29, e será presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta

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Frei Renato: “Peço a todos que rezaram pela minha perseverança que continuem”

Por Emilton Rocha / Pascom

“Este momento é a realização de um sonho que sonhei acordado. Mas muito mais do que isso, é a possibilidade que Deus me concede através da sua Graça, de contribuir mesmo com meus limites, do ambicioso plano de Jesus na instauração do Reinado de Deus no mundo.”

Com essas palavras, Frei Renato Moreira, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, responde à pergunta da Pascom sobre o que significa o grande passo que o diácono dará no dia 29 de setembro, quando será realizada a cerimônia de sua Ordenação Presbiteral pelas mãos do Cardeal Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, no Santuário Basílica de São Sebastião, às 11h.

Para Frei Arles Dias de Jesus, reitor da Basílica, o acontecimento é uma alegria, “porque é mais um irmão e mais um sacerdote que está a serviço da Igreja. É um frade que ama a Igreja, que gosta do que faz e que tem um carinho pelas coisas de Deus. Esse é desejo dele: de consagrar, de vir a ser um grande pregador porque ser presbítero não é somente consagrar a eucaristia, mas também de levar a palavra de Deus para todos”.

De acordo com o reitor, a ordenação presbiteral é para a Igreja. “É o ministério de doação. É o frade que se prepara, estudando Filosofia e Teologia, com a Ordem trabalhando a sua vocação, que é ser frade, ser irmão menor, capuchinho. “Diante disso, vai despontando nele a vocação presbiteral, um desejo de ser sacerdote, de poder consagrar o corpo e o sangue de Cristo, de levar para os doentes a unção dos enfermos”. E prossegue: “Para a Ordem, é uma grande alegria porque é um frade que está disponível a serviço da Igreja. O frade não é da Ordem simplesmente, ele é do mundo, é da Igreja e está a serviço dela: ‘Eis-me aqui, Senhor, para servir!’”

Carioca da gema, nascido em Benfica e criado em Vila Vila Valqueire, filho de José Ricardo Moreira e Eliana Bastos Marins, Frei Renato tem duas irmãs, Elaine e Dayane, é torcedor do Flamengo e sempre que pode pratica natação, corrida e trilhas.

Conheceu os Capuchinhos quando passou a admirar o carisma franciscano. “Os capuchinhos são uma eloquente afirmação deste carisma”, diz. Iniciou seu processo vocacional com os padres Palotinos na sua paróquia de origem, o Santuário da Divina Misericórdia, há quatorze anos em Vila Valqueire, tornando-se noviço. “Como eu já era admirador do carisma franciscano, os frades capuchinhos foram para mim o caminho mais curto para seguir em frente na proposta de viver o Evangelho de Jesus Cristo”.

A família e seus amigos estarão presentes no grande dia – assegura animado. “Todos convidadíssimos para rezar e alegrarem-se comigo neste momento de graça”. Para ele, a importância da ordenação presbiteral é uma contribuição específica pela oferta de sua vida para o advento do reinado de Deus no mundo, e diz: “o presbítero deve essencialmente buscar isso. Assim eu creio”.

Perguntado como se sente ante a expectativa da celebração de sua primeira missa, ele responde que ainda não sabe. “Prefiro deixar reservado para o momento que irá acontecer. Deixar Deus naquele momento me comunicar…”

“Todos convidadíssimos para rezar e alegrarem-se comigo neste momento de graça”

Sobre as etapas e estudos necessários para chegar à ordenação presbiteral e o tempo que durou esse ciclo de formação antes de tornar-se padre, ressalta que para os Frades Menores Capuchinhos a proposta é sempre viver o Evangelho de Jesus Cristo, no rastro de São Francisco, “de maneira que, essencialmente para nós o ministério ordenado seja sempre uma extensão daquilo que buscamos viver em fraternidade, isto é, os Conselhos Evangélicos – castidade, não propriedade e obediência”.

“Sendo assim”, continua, “aqueles que aspiram ao presbiterado devem, antes de tudo, aspirar à vida de frade menor como vocacionado e postulante para, a partir daí, como frade de votos simples, ingressar no estudo da Filosofia, de 3 a 4 anos,  e no estudo da Teologia, 4 anos, e ser ordenado. A formação dura de 10 a 11 anos podendo se estender por mais tempo”.

E finaliza: “Peço a todos que rezaram pela minha perseverança que continuem, porque agora mais do que nunca vou precisar… Paz e Bem!”

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