15 de março de 2018

Manoel Tavares, do MESC, é indicado para o Diaconato Permanente

Neste sábado, 38 candidatos irão receber o Ministério do Leitorato em celebração presidida pelo Cardeal Orani Tempesta

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Manoel: contando com o incentivo e as orações dos paroquianos para vencer as dificuldades do caminho

Por Emilton Rocha / Foto: Angela Zolhof

Neste sábado, 17 de março, na celebração eucarística das 8h30, na Paróquia São José, em Santa Cruz, bairro da zona Oeste do Rio de Janeiro, 39 candidatos ao diaconato da Escola Diaconal Santo Efrem irão receber o Ministério do Leitorato, entre eles Manoel Antônio Lopes Tavares, indicado pelo Santuário Basílica de São Sebastião, através do reitor Frei Arles Dias de Jesus. A celebração será presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta, Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

“O Leitorato é o primeiro degrau para o recebimento do Sacramento da Ordem”, explica Manoel Tavares. “Depois virá o segundo degrau que é o Acolitato e, finalmente, recebe-se o Sacramento da Ordem: o grau de Diaconato”, esclarece.

O Leitorato é um ministério de serviço concedido pelo bispo diocesano, e desenvolvido por membro (leigos ou não) da comunidade de fiéis, devidamente apto e escolhido para uma participação mais atuante nas celebrações litúrgicas através da leitura bíblica. O leitor deve estar consciente da importância do serviço, uma vez que é através dele que a assembleia vai receber a Palavra com a qual Deus fala aos seus fiéis.

“Gostaria de contar com o incentivo e as orações de todos os paroquianos para vencer as dificuldades do caminho, os desânimos que possam aparecer, as dúvidas, tentações do cansaço e da desistência”, roga Manoel, que concedeu a seguinte entrevista à Pascom.

Para você, o que representa receber o ministério do Leitorato?

Representa Deus agindo na minha vida de maneira nova, inesperada e surpreendente. Representa a minha resposta de fé ao chamado de Deus. Estou na metade do caminho. Ainda falta muito para a ordenação diaconal: muitos estudos, muitas provas, estágio pastoral e monografia. Neste sábado, 17 de março, na paróquia São José, em Santa Cruz, receberei o ministério do Leitorato. No próximo ano, o Acolitato, e depois o Diaconato Permanente.

Você receberá o Diaconato Permanente ou Transitório? Explique a diferença.

Ao término dos estudos, se Deus quiser, serei ordenado Diácono Permanente. E ficarei Diácono para sempre. O Diaconato Transitório é para aqueles que se preparam para o sacerdócio. Como o próprio nome diz, é uma situação passageira e significa que em breve eles serão ordenados Presbíteros. É o caso do Frei Reginaldo, Frei Renato e Frei Ricardo que coincidentemente receberão o diaconato transitório, neste sábado, na Basílica de São Sebastião dos Capuchinhos, às 16h.

A quem você oferece essa sua conquista de receber o ministério do Leitorato?

Às minhas avós e minha mãe que são mulheres santas, generosas, caridosas, orantes, testemunho de fé, amor e esperança. Ao meu falecido pai, pela iniciação às Sagradas Escrituras. Minha esposa e filha pelo suporte, compreensão e amor incondicional.  Ao Frei Arles e aos paroquianos por serem instrumentos de Deus na minha vida e pelo voto de confiança pela primeira indicação da Basílica São Sebastião dos Capuchinhos.

Quais os pré-requisitos para alguém vir a ser um diácono permanente?

Não há pré-requisito nas coisas de Deus, mas sim um chamado. O candidato tem de satisfazer algumas condições: convite do pároco, ser casado, ter uma família em harmonia, cartas de aceitação redigidas pela esposa, pelos filhos e pelos paroquianos, liderança na comunidade e carisma.

Como você concilia o seu trabalho participando de pastorais como a Litúrgica, Coroinhas,  CPP (Conselho Pastoral Paroquial), Pascom, MESC (Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão), coordenador do Curso Bíblico, Pastoral do Turismo e futuramente como Diácono?

Jesus disse: “A messe é grande e os operários são poucos”. Assim, querendo ajudar, observando a carência de pessoas, a gente acaba assumindo muitas tarefas. Terei que deixar todas elas para exercer o diaconato que é mais exigente que tudo isso junto. Serão serviços do altar, da palavra e da caridade. Que ao final de tudo possa dizer: “Sou servo inútil. Fiz o que tinha que ser feito”. E continuar trabalhando pelo “pão-nosso” de cada dia para sustento da família.

Manoel encerra a entrevista desejando que ele seja o primeiro de muitos a serem indicados para o Diaconato Permanente pela Basílica São Sebastião dos Capuchinhos e que muitos homens de boa vontade se disponibilizem para esse ministério. “É difícil a caminhada: um ano de propedêutico e mais quatro anos de formação. É o caminho da porta estreita. Mas Jesus nos dá a mão e ao final da caminhada seremos felizes e vamos entender porque é bom. É bom servir! O Senhor nos abençoe!”

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